Realizado desde 2007, o “Duelo de MCs” ocupa semanalmente o Viaduto Santa Tereza, (no centro de BH), com o melhor das manifestações artísticas do Hip Hop.
http://www.duelodemcs.blogspot.com/
Postado por Antony Diniz - PUC MG
sexta-feira, 15 de abril de 2011
quinta-feira, 14 de abril de 2011
terça-feira, 12 de abril de 2011
Estudantes gays sofrem agressão em calourada da UFMG
Na madrugada do dia 2 de abril, alunos veteranos do curso de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) promoveram uma festa para receber os colegas ingressantes. A tradicional calourada já contava com mais de uma centena de pessoas quando um casal de gays foi alvo de tapas e chutes e um casal de lésbicas sofreu agressões verbais.
Segundo relatos, a festa era frequentada por alunos de diversos cursos e por casais de orientações sexuais diferentes, e não havia precedentes de manifestações violentas no evento. A abordagem repentina de um homem desconhecido da comunidade estudantil causou estranhamento nos alunos, já que ele, segundo informam os estudantes, demonstrava um comportamento homofóbico.
O primeiro a ser abordado pelo homem foi um casal de meninos que trocava beijos na festa. Um deles, estudante de ciências sociais, foi agredido com um tapa no rosto. O outro foi chutado. O casal contou que o agressor chegou separando os dois e dizendo que aquilo era “coisa de viado” e que ele não aguentava esse tipo de coisa. O desconhecido foi embora reclamando, e nenhum dos dois agredidos reagiu.
As vítimas relataram que ainda sofreram ataques do agressor na saída da festa, quando passaram em frente ao prédio da Faculdade de Filosofia e Ciências Humana (Fafich). Ele teria dado outro tapa em uma das vítimas e estaria acompanhado por várias pessoas. Os alunos declararam que não reagiram em momento nenhum por causa do choque.
A Assembleia Nacional dos Estudantes (Anel) levará uma carta-manifesto assinada por vários centros acadêmicos para a reitoria. Em março de 2009, um aluno de Engenharia foi acusado de agredir um colega gay, do curso de Artes Visuais, na moradia estudantil da UFMG. Ele foi obrigado a abandonar o alojamento.
terça-feira, 5 de abril de 2011
INSTRUÇÕES PARA SUBMISSÃO DE TRABALHOS
1) Para fazer sua inscrição e necessário baixar a ficha de inscrição (clique aqui).
2) Este arquivo é sua ficha de inscrição e deverá ser anexada ao email em um arquivo separado do trabalho.
3) Os trabalhos e as propostas de oficinas e mini-cursos devem ser enviadas em formato PDF de acordo com as regras contidas neste arquivo (clique aqui)
4) O artigo NÃO deve conter seu nome, caso isso aconteça ele poderá ser desclassificado.
5) Para inscrever mini-cursos e oficinas NÃO é necessário enviar ficha de inscrição em arquivo separado, devem ser seguidas as regras específicas.
6) PRAZO MÁXIMO para envio de propostas para os mini-cursos, oficinas e trabalhos: 02/05/2011 29/05/2011. Para o email: academicoenecs2011@gmail.com
*Errata: o tema "Juventude e Criminalização" foi devidamente adicionado ao Formulário de Inscrição. Pedimos desculpas pelo erro.
*Errata: o tema "Juventude e Criminalização" foi devidamente adicionado ao Formulário de Inscrição. Pedimos desculpas pelo erro.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
A importância da organização das regionais no XXVI ENECS
A Comissão Organizadora do XXVI ENECS acredita que o atual modelo do encontro é insuficiente para dar corpo e articulação ao Movimento Estudantil de Ciências Sociais(MECS). Por isso, alteramos muito de sua metodologia.
As grandes alterações na metodologia deliberativa do ENECS já foram apresentadas no CONECS deste ano, que ocorreu em janeiro na UFRRJ. Ainda assim é preciso explicá-las aos estudantes em geral; para tal foi planejado o I Caderno de Apresentação do ENECS – CAE. Este CAE foi organizado pela CO com ajuda do MECS; seu conteúdo já está disponível nos e-mails da lista CONECS(conecs@googlegroups.com), para que cada escola crie seu próprio calendário de preparação. Além disso, em breve lançaremos o CAE da CO, com a diagramação com o tema da arte deste XXVI ENECS.
O importante a se dizer é que o CAE é uma ferramenta que vem para ajudar o MECS a se preparar para o Encontro Nacional. É uma ferramenta que vem de um contexto e de uma necessidade concreta do MECS. Com tamanhas alterações da metodologia do ENECS, sem uma preparação coletiva anterior ao Encontro este simplesmente perde todo seu potencial de organização e articulação da coletividade dos estudantes de Ciências Sociais. Além da questão metodológica – que está materializada sobre a forma deliberativa do Encontro –, a importância da preparação para o ENECS recaí sobre a formação de uma nova cultura política para as Ciências Sociais; uma cultura política baseada no diálogo, no amadurecimento e na construção COLETIVA.
Muito já foi dito sobre a importância de as regionais (Norte, Nordeste, Sul, Centro-Oeste e Sudeste) se articularem. Já foi até mesmo colocado que estes espaços de articulação das regionais são anteriores e mais importantes que os espaços de articulação e construção do MECS Nacional. Nós da CO desconfiamos desse jogo binário em que é posto que ou se faz o MECS nacionalmente, ou se o faz regionalmente. Acreditamos que, em verdade, ambos são complementares e só fazem sentido se concretizados juntos e dentro das universidades – ou seja, em contato permanente e orgânico com aqueles que “representa”. Nesse sentido estamos nos propondo a fortalecer a organicidade do MECS Nacional e, para tal, precisamos que os Encontros Regionais de Estudantes de Ciências Sociais atinjam dois objetivos. O primeiro, dar coesão e identidade ao movimento estudantil de Ciências Sociais de cada região, identificando quais são suas pautas prioritárias e as formas com que melhor conseguem lidar com elas. O segundo é dar continuidade à discussão da Articulação Nacional dos Estudantes de Ciências Sociais. Desse modo facilitaremos o andamento do ENECS bem como permitiremos que o MECS acumule sobre sua organização.
Entendendo que a construção da identidade e da coesão não se dá de uma hora para outra, e também que o MECS não pode ser construído em “espetáculos anuais”(os nossos encontros), temos alguns espaços dentro da programação do ENECS para que as regionais consigam se pensar. Um desses espaços é logo após a Plenária Final e tem o objetivo de encaminhar as formas com que cada regional irá efetivar as deliberações do XXVI ENECS. Outro espaço, mais contínuo e lúdico, tem a ver com as expressões culturais típicas de cada região. Cada regional terá que fazer uma apresentação criativa, algo que os represente, os una entre si e seja, ao mesmo tempo, um diferencial da regional. A intenção, além do lúdico e poético que esta ação carrega, é forjar em cada regional uma identidade de grupo, um sentimento de pertença e um fortalecimento dos laços pessoais.
As grandes alterações na metodologia deliberativa do ENECS já foram apresentadas no CONECS deste ano, que ocorreu em janeiro na UFRRJ. Ainda assim é preciso explicá-las aos estudantes em geral; para tal foi planejado o I Caderno de Apresentação do ENECS – CAE. Este CAE foi organizado pela CO com ajuda do MECS; seu conteúdo já está disponível nos e-mails da lista CONECS(conecs@googlegroups.com), para que cada escola crie seu próprio calendário de preparação. Além disso, em breve lançaremos o CAE da CO, com a diagramação com o tema da arte deste XXVI ENECS.
O importante a se dizer é que o CAE é uma ferramenta que vem para ajudar o MECS a se preparar para o Encontro Nacional. É uma ferramenta que vem de um contexto e de uma necessidade concreta do MECS. Com tamanhas alterações da metodologia do ENECS, sem uma preparação coletiva anterior ao Encontro este simplesmente perde todo seu potencial de organização e articulação da coletividade dos estudantes de Ciências Sociais. Além da questão metodológica – que está materializada sobre a forma deliberativa do Encontro –, a importância da preparação para o ENECS recaí sobre a formação de uma nova cultura política para as Ciências Sociais; uma cultura política baseada no diálogo, no amadurecimento e na construção COLETIVA.
Muito já foi dito sobre a importância de as regionais (Norte, Nordeste, Sul, Centro-Oeste e Sudeste) se articularem. Já foi até mesmo colocado que estes espaços de articulação das regionais são anteriores e mais importantes que os espaços de articulação e construção do MECS Nacional. Nós da CO desconfiamos desse jogo binário em que é posto que ou se faz o MECS nacionalmente, ou se o faz regionalmente. Acreditamos que, em verdade, ambos são complementares e só fazem sentido se concretizados juntos e dentro das universidades – ou seja, em contato permanente e orgânico com aqueles que “representa”. Nesse sentido estamos nos propondo a fortalecer a organicidade do MECS Nacional e, para tal, precisamos que os Encontros Regionais de Estudantes de Ciências Sociais atinjam dois objetivos. O primeiro, dar coesão e identidade ao movimento estudantil de Ciências Sociais de cada região, identificando quais são suas pautas prioritárias e as formas com que melhor conseguem lidar com elas. O segundo é dar continuidade à discussão da Articulação Nacional dos Estudantes de Ciências Sociais. Desse modo facilitaremos o andamento do ENECS bem como permitiremos que o MECS acumule sobre sua organização.
Entendendo que a construção da identidade e da coesão não se dá de uma hora para outra, e também que o MECS não pode ser construído em “espetáculos anuais”(os nossos encontros), temos alguns espaços dentro da programação do ENECS para que as regionais consigam se pensar. Um desses espaços é logo após a Plenária Final e tem o objetivo de encaminhar as formas com que cada regional irá efetivar as deliberações do XXVI ENECS. Outro espaço, mais contínuo e lúdico, tem a ver com as expressões culturais típicas de cada região. Cada regional terá que fazer uma apresentação criativa, algo que os represente, os una entre si e seja, ao mesmo tempo, um diferencial da regional. A intenção, além do lúdico e poético que esta ação carrega, é forjar em cada regional uma identidade de grupo, um sentimento de pertença e um fortalecimento dos laços pessoais.
domingo, 3 de abril de 2011
Bolsonaros e Felicianos: O espelho que não queremos ver.
Bolsonaros e Felicianos: O espelho que não queremos ver.
Por Antony Diniz
Deixe em paz meu coração
Que ele é um pote até aqui de mágoa
E qualquer desatenção, faça não
Pode ser a gota d'água...
Que ele é um pote até aqui de mágoa
E qualquer desatenção, faça não
Pode ser a gota d'água...
Gota D` água – Chico Buarque.
Tempos difíceis esses em que vivemos.
Há algum tempo, em um aula de sociologia, discutíamos um texto do Pierre Bourdieu: As artimanhas da razão imperialista. Nesse texto o sociólogo francês reclama sobre a tendência de se usar moldes de pesquisa e tendências de analise cegamente, a partir de uma sugestão de que sofremos de um imperialismo intelectual que nos vicia e coloca em cheque nossa própria atitude na pesquisa. Em certo parágrafo mais nebuloso, ele sugere que o racismo não existe no Brasil nos moldes americanos e, portanto, seria infrutífero usar o modelo de análise deles para o nosso caso. Lembro-me bem que um dos alunos, decerto por não ter compreendido todo o argumento, chegou à conclusão de que o racismo no Brasil não existe.
Bem, muitos concordariam com isso. Não superamos o mito da democracia racial no Brasil, e números recentes podem sugerir que o que vemos é uma melhoria nesse quesito. Como todos os outros preconceitos na contemporaneidade, o que acontece diante de nossos olhos não é uma melhoria, mas antes uma mudança de eixo. Não encontramos mais o preconceito nos “lugares” onde costumávamos procurar por ele, e descuidadamente concluímos que ele não existe. Eu defendo que o que assistimos é o deslocamento do preconceito. Uma absorção de certos valores que pregamos, mas não professamos. Uma adaptação do capitalismo á mais uma reviravolta, e o triste metamorfosear de discursos poderosos (porque revolucionários) em propaganda comercial. Desde que se descobriu que negros, gays, mulheres e outras minorias, representavam um comercio ainda á ser explorado pelo marketing, o capitalismo criou meios de inseri-los socialmente.
Desde então o cinismo virou a tônica. Fingimos uma compreensão da diferença que não possuímos, e uma tolerância que jamais tivemos começa a ser alardeada em termos discursivos (ainda que o controle e a opressão se faça sentir em toda a parte).
Recentemente, a mídia alardeou denuncias sobre dois deputados, em tom de “curiosa bizarrice infantil”. Declarações colando a homossexualidade á ameaças á família e mesmo a pátria, atrelando as mazelas do continente africano á uma maldição bíblica (como se o capitalismo e o imperialismo não fossem os chicotes que tem açoitado á África á anos e anos, relegando áqueles povos ao abandono e á miséria), alardeando um moralismo chulo e um conservadorismo de péssimo nível (na esperança de conseguir votos dos setores reacionários desse país, em geral ligados á segmentos religiosos de direita) são a coroação de algo muito maior. Na Microfísica do Poder, Foucault sugere que a corrupção e degenerescência política dos lideres é um reflexo de formas mais miúdas de degenerescência política, ou seja, a corrupção política do líder reflete a concepção política do povo. Bolsonaros e Felicianos nada mais são do que o reflexo de uma geração que tem tanta tolerância com a diferença quando qualquer outra que já tenha caminhado sobre esse chão. Até mesmo a forma com que tratamos desse caso é sintomática. Toda a reação em torno disso também. Uma espécie de circo onde ninguém - exceto á grande multidão de espoliados e apedrejados que tem tudo a perder com essa discriminação que invade a Constituição Brasileira (uma anomalia que se pretende humanista e defensora de direitos e isonomia, mas que já caduca e sempre foi omissa) - realmente se importa com os efeitos dessas declarações. O racismo já foi formalmente criminalizado, a violência contra a mulher também, mas a luta contra a homofobia ainda carece de justificação para ser criminalizada. Quais justificativas serão necessárias? Alem do número (impreciso, mas nem por isso menos alarmante) de assassinatos e casos de violência diariamente divulgados pela mídia (que não nutre nenhuma paixão pela causa e, portanto, não pode ser acusada de parcial) contra gays, travestis, lésbicas e transgêneros? Esses deputados serão autuados por racismo, mas e quanto ás declarações homofóbicas? Essas passarão em branco. Enquanto não for mais rentável o silencio, todos agirão como se a homofobia desses deputados, e as demais formas de preconceito, fossem “pisadas na bola”, ou engraçadas pautas de programas humorísticos pseudo-intelectuais (será que homofobia é mesmo uma piada?), ou meras curiosidades de pé de página nos sites de noticias da internet. Essas declarações são atos de violência. É como se todos os dias novos ataques pipocassem, e ninguém toma medidas efetivas á esse respeito. Endossamos o ódio e o preconceito com nossa inércia.
Um amigo meu, mandou e-mails para os conselhos de ética do senado e da câmara, e convidou á todos que fizessem o mesmo. É pouco, mas é uma medida. O pior é se indignar e não fazer nada. É preciso conservar o espírito dessa indignação e refinar os modos de materializa-la. É preciso se conscientizar que todo contato é um contato pedagógico e que todos nós estamos implicados nisso, irremediavelmente.
Video sobre liberdade de imprensa no Brasil
Esse video é do Coletivo INTERVOZES que trabalha sobre a liberdade de imprensa e de expressão no Brasil. É bastante interessante, acompanhem:
Por Antony Diniz
Por Antony Diniz
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